Palestrantes / Speakers

Prof. Dr. Fabrício Sanguinetti Cruz de Oliveira

Biografia: Engenheiro de Pesca pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (2001), Mestre em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (2005) e Doutor em Ciências (Oceanografia Física) pela Universidade de São Paulo (2010). Foi pesquisador de pós-doutorado na Universidade de São Paulo e na Rosenstiel School of Marine and Atmospheric Science/University of Miami (RSMAS/UM). Tem experiência na área de Oceanografia Física e Sensoriamento Remoto, com ênfase em Radares Altímetros e Escaterômetros, Satélites Radiométricos, Modelagem da Circulação Oceânica e Interação Oceano-Atmosfera. Desde março de 2014 é professor adjunto do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal de Rio Grande (FURG), onde é membro do Laboratório de Estudo dos Oceanos e Clima (LEOC).

Palestra: Computação de alto desempenho aplicada ao entendimento da dinâmica oceânica: observações e simulações numéricas

Resumo: A dinâmica oceânica integra um amplo espectro de movimentos em diferentes escalas, desde centímetros a milhares de quilômetros e de segundos a décadas. O real entendimento destes movimentos muitas vezes está associado ao nível de detalhes ao qual podemos observá-los, ou seja, a taxa de amostragem dos mesmos. Dados oceanográficos tradicionalmente coletados abordo de cruzeiros de pesquisa são muitas vezes inadequados para estudar fenômenos espacialmente distribuídos e que se desenvolvem por um longo período, dada a natureza pontual das observações e o lento deslocamento das embarcações. Neste contexto, dados obtidos através de sensores remotos a bordo de satélites e modelos numéricos que resolvem as principais equações dinâmicas do oceano vêm sendo cada vez mais utilizados. O advento dos satélites de observação dos oceanos em alta resolução e a aumentos nos esforços em modelar o oceano resultaram em informações mais acuradas sobre os processos físicos oceânicos no espaço e no tempo. Todavia este aumento nos esforços de observar o oceano em alta resolução só foi possível devido ao grande desenvolvimento na tecnologia de computadores de alto desempenho. Estes promoveram significantes avanços no processamento e armazenamento de grandes volumes de informações, sejam obtidas por satélites ou por modelos numéricos. Satélites passaram a observar e distinguir entre áreas cada vez menores do oceano numa alta frequência. Diferentes tecnologias dentre as diferentes arquiteturas computacionais passam a permitir que oceano seja simulado utilizando-se as mais complexas e diferentes parametrizações matemáticas e em diversas resoluções espaciais e temporais. Quanto melhor os modelos numéricos são alimentados, parametrizados e inicializados, melhor será a reprodução da evolução espaço-temporal dos vários parâmetros e feições oceânicas.


Prof. Dr. Jorge Arigony Neto

Biografia: Professor no Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), obteve seu doutorado (summa cum laude, 2007) pelo Instituto de Geografia Física da Universidade de Freiburg (Albert-Ludwigs-Universität, Alemanha), sendo o primeiro brasileiro treinado em nível de doutorado na área de sensoriamento remoto da criosfera. Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 1997) e mestrado em Sensoriamento Remoto (2001) pela mesma universidade. Além disso, Dr. Arigony possui experiência como Principal Investigador e Co-Investigador em projetos da Agência Espacial Européia (ESA), do Centro Aeroespacial Alemão (DLR) e da Agência Espacial Italiana (ASI), e na coordenação projetos de pesquisa e ensino do CNPq, CAPES e FAPERGS. Tem experiência na área de Geociências, com interesse principal nos seguintes temas: monitoramento da criosfera, sensoriamento remoto por radar, interação criosfera-oceanos, glaciologia, Antártica, Patagônia, mudanças climáticas e divulgação científica. Atualmente, Dr. Arigony-Neto coordena o Laboratório de Monitoramento da Criosfera da FURG, lidera o Grupo de Sensoriamento Remoto da Criosfera do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) da Criosfera, e coordena o Centro Regional para a Península Antártica no projeto internacional Global Land Ice Measurements from Space (GLIMS).

Palestra: Computação aplicada ao monitoramento das massas de gelo do planeta

Resumo: A palestra vai apresentar o histórico do uso no Brasil de métodos computacionais de laboratório e terreno, aplicados ao monitoramento de geleiras, gelo marinho e solos congelados.


Prof. Dr. Samuel Beskow

Biografia: Possui graduação em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Pelotas (2005), mestrado em Engenharia Agrícola (Irrigação e Drenagem) pela Universidade Federal de Lavras (2006) e doutorado em Engenharia Agrícola (Engenharia de Água e Solo) pela Universidade Federal de Lavras (2009) com período sanduíche de 1 ano na Purdue University (National Soil Erosion Research Laboratory), IN, EUA. Foi bolsista de pós-doutorado da CAPES na Universidade Federal de Pelotas, trabalhando na área de hidrologia e modelagem hidrológica aplicada a bacias hidrográficas rurais. Atualmente é Professor Adjunto na Universidade Federal de Pelotas (Centro de Desenvolvimento Tecnológico/Engenharia Hídrica) na área de Hidrologia e membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos (Mestrado) da UFPel. Também é o Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos da UFPel. É membro da equipe de desenvolvimento do modelo hidrológico Lavras Simulation of Hydrology (LASH) e tem trabalhado no desenvolvimento de outras versões para ampliações e atualizações do modelo para aplicação em diferentes bacias hidrográficas. Atua como revisor dos seguintes periódicos: Water Resources Management, Catena, Ciência e Agrotecnologia, Journal of Environmental Management e Environmental Engineering and Management Journal. Tem experiência na área de Recursos Hídricos, atuando principalmente nos seguintes temas: hidrologia, modelagem hidrológica, monitoramento hidrológico, hidrossedimentologia, SIG, programação computacional em Delphi, PCRaster e Python, e irrigação. Atualmente está trabalhando com modelos hidrológicos distribuídos (SWAT, WEPP, LASH e LISEM) em diferentes SIGs (ArcGIS, PCRaster), usando programação em Python, para aplicação em bacias hidrográficas. Em 2013 foi contemplado com o Prêmio Fundação Bunge Juventude 2013 – Recursos Hídricos e Agricultura.

Palestra: Computação aplicada aos recursos hídricos em bacias hidrográficas

Resumo: Esta palestra abordará algumas aplicações da computação para o entendimento e resolução de problemas ligados a diferentes componentes do ciclo hidrológico visando à gestão de recursos hídricos em bacias hidrográficas. Serão contemplados aspectos referentes a técnicas computacionais aplicadas ao monitoramento e banco de dados hidrológicos, à representação e caracterização de bacias hidrográficas, à modelagem de processos hidrológicos, à regionalização hidrológica, ao desenvolvimento e à otimização de modelos hidrológicos.  Serão apresentados exemplos de aplicação da computação na área de recursos hídricos a fim de elucidar o grande potencial desta ciência para subsidiar a tomada de decisão em inúmeros problemas complexos de engenharia envolvendo, por exemplo, estiagens, cheias, erosão e transporte de sedimentos, reservatórios para diferentes finalidades, simulação do impacto de mudanças de uso do solo e mudanças climáticas, etc.